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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Peça Raptada pelo Raio 2.0


A peça é criada a partir de uma narrativa mítica cantada dos Marubo, povo da família Pano e habitante da Terra Indígena Vale do Javari (Amazonas).
Fui assistir 2 vezes a peça.  Na primeira vez fiquei com atenção desviada num tipo de apresentação inédita pra mim, com uma iluminação fantástica, numa peça onde ficamos no meio do “palco” e onde é explorado nossas sensações e percepções exteroceptivas e proprioceptivas e convidados a submergir no mundo mágico da peça representada.
Isso me desviou do Foco principal que era um conto belíssimo e muito rico em ensinamentos, difíceis de se ver no primeiro momento. 
Antes de analisar alguns itens da peça achei melhor contar o que eu percebi e entendi da peça :
A peça se inicia com a historia de um page a beira da fogueira onde ele cria a sua própria mãe e ao mesmo tempo ele percebe que tem o poder também de mata-la quando ele quiser, e se inicia a historia de Maya, nesse momento da peça Maya e Velho Homem se apresentam desde a sua criação onde os personagens vão se construindo aos poucos, observamos um trabalho de corpo e a música que nesse momento ja conta justamente essa criação que vais sendo um molde com fígado pulmão, útero, rins, coração e todos orgãos ate chegar na máscara que representa justamente a face, que eu diria que não é apenas a face do rosto mas também o “EU” da Índia Maya e do Velho Homem ali se criam  Velho Homem e Maya corpo mente e alma que está gravida inclusive do “Velho Homem” o page. 
Nesta fase da peça temos a apresentação dos personagens. 
Maya dança e durante uma tempestade aparece o Deus Raio que a Seduz e pela música cantada por ela ja se observa que a mesma ja se sente limitada pelo proprio corpo  e vida terra e quer mais, simbolicamente observo que a mesma ja adquiri a consciência divina que vai além de um corpo , a mesma foi seduzida pela Luz (é um cantico indigena e fiz uma interpretaçao aqui mais mistica e com base no espiritualismo oriental, que achei bem propicio de um povo simples que sao ligados a verdadeira essência da mãe natureza) Nesse momento seu corpo é atingido ao meio pelo Raio onde sua alma é raptada pelo Deus Raio que a leva embora e apenas deixa seu corpo .
Velho Homem inconformado com isso avisa os parentes para não queimar o corpo e inicia o ritual do cha com o propósito de deixar o corpo e poder ir atras de Maya, nesse momento da peça somos levados ao som da musica e ao bater forte no chão a tomar um cha (oferecido pela produção) e junto com o page e iniciar a viagem com ele na busca por Maya.
No primeiro momento achei que a intenção era apenas fazer através de nossas sensações que sentíssemos estar dentro da peça, mas percebo agora que vai alem disso,  era para sentirmos justamente que o personagem havia abandonado o corpo e termos as sensações dele, onde a visão do corpo não mais importava e sim o que importava eram nossas sensações pois a peça é uma lição de desapego inclusive do nosso próprio corpo. O importante são as nossas sensações o que a gente vê pode ser enganoso ou mentira mas as sensações são verdadeiras.
O Velho Homem inicia uma viagem ate o Mundo Raio onde esta sua esposa Maya e observei bem os reinos por onde ele passa, a peça veio de um conto indígena que é transmitido aos Xamas das tribos responsáveis pela cosmologia e mitologia indígena, um povo que respeita muito a interação do homem e natureza, alem de uma espiritualidade. A jornada se inicia pelo povo arvore que simbolicamente a arvore representa justamente a nossa ligação com a terra e parentes, povo brisa a brisa simbolicamente representa nossa tranqüilidade e paz, o povo água a água representa a vida a pureza o nosso interior a purificação e os cânticos falam nela como correnteza que flui sem retorno   que nos circunda e não param nunca de correr, continua assim como a linha da vida , o povo mentira que representa as mentiras da vida as nossas ilusões , o povo podre que simbolicamente o que é podre e transitório estraga ou seja representa justamente que nada é eterno , tudo tem um fim, o povo violência que representa justamente o nosso ego que quer simbolicamente sempre cobrir a nossa luz representa o nosso egoísmo tanto é que só vai ajudar o velho homem em troca do coração que representa o amor o amor divino a nossa luz, o povo cegueira que da a dica de onde pode estar Maya e este povo representa muito que podemos ver através dos olhos da alma e não do corpo basta sentirmos  o povo nuvem  a nuvem representa os nossos pensamentos é passageira não pode ser tocado apenas visto e passageira.
Por fim ele chaga as cordas suspensas do céu e todos retiram as vendas, pensem bem para chegarmos ao reino da luz e passado por todo esse aprendizado ja podemos ver novamente só que agora com outros olhos. 
Tem um recurso fantastico na peça que é o personagem Homem Velho representado por uma marionete subindo pelas cordas, ali vi uma transferência de um personagem para um boneco onde os movimentos dele coordenado por 2 atores resultavam na acão do personagem subindo as cordas, nao era Stanislavski mesmo.
O velho homem encontra Maya ja diferente sem a mascara inicial sem a lembrança dele e de sua outra vida ja com 2 filhos, sem aceitar que havia perdido Maya ele pede ajuda ao povo violência e em troca do coração, o ajuda a matar o Deus Raio numa luta  sangrenta cheia de efeitos, que mostra simbolicamente a luta entre o bem e o mal dentro de cada um de nós. Após matar o Deus Raio Maya ja sem saber o que fazer e sem ter onde ficar volta com o Velho Homem  e passa por todos os reinos a ao chegar na terra e soltar a mão de sua esposa ela retorna para O mundo Raio ele volta mais 2 vezes e faz o mesmo trajeto ate olhar realmente pra ela e ver que saia vermes por sua boca e saia fumaça pelo seu nariz o Velho Homem solta  sua mão e a deixa ir, restando-lhe apenas a  caveira do que outrora fora a sua amada Maya
Velho Homem corre para tirar satisfações com seus parentes que haviam queimado o corpo de sua mulher e pergunta aos seus parentes porque queimaram e eles respondem que o corpo dela ja estava apodrecendo que ela “ja havia feito a sua escolha”  e o Velho Homem termina a peça ja consciente da sua lição de desapego com a frase “O que não se pode pegar deve se deixar” e termina a peça com os resto mortais dela terminando de queimar no fogo. Na segunda vez que fui ver estava chovendo e o som da chuva, junto com o barulho da fogueira e o fogo se apagando teve um efeito não só visual e auditivo mas também gerou um efeito emocional de se pensar e de se refletir.
Temos na peça um conceito novo de obra literária onde temos na mesma peça os 3 gêneros épico, lírico e dramático a peça possui um estilo diferente do Stanislavski onde o ator sai por várias vezes so “se”mágico indo de narrador a personagem num mesmo instante, reparei muito isso na segunda vez que fui e observei bastante as expressões nos rosto deles vi bem como a expressão nos rostos deles mudava de personagem para narrador, inclusive conversei depois com o Ator que interpreta o Velho Homem e me falou que foi difícil no começo isso, mas que trabalharam bastante isso no laboratório da peça anterior sendo mais fácil na peça Raptada pelo Raio 2.0.
Observei como as expressões corporais expressavam nas danças uma poesia e uma harmonia, eles utilizaram de tudo para construir esta peça sons e musicas que narravam a historia e as vezes nos remetiam ao mundo da historia com os olhos fechados.
O objetivo de Homem Velho que era no inicio de ter a sua esposa gravida ao seu lado que muda com o acontecimento de sua morte e rapto de sua alma pelo Deus Raio, e vemos todas as ações necessárias para ele alcançar seu objetivo que começa com a fabricação do chá para ele adormecer e ir em alma atras de sua amada percorrendo reinos e reinos até chegar no Mundo Raio e matar o Deus Raio tendo um fim trágico para sua busca, mas de um aprendizado grande para ele.
Precisei ver 2 vezes a peça pra admirar o belo trabalho feito e a profundidade de seu conteúdo, é um conto mitico e como tal serve pra nos transmitir algum ensinamento profundo da nossa existência.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sobre Meninos, Mendigos e Poetas

PEÇA ASSISTIDA NO DIA 01 E 02 DE OUTUBRO
Sobre Meninos, Mendigos e Poetas
Uma grande peça, pena que só assisti agora, queria que muitos amigos tivessem visto. 
Quero relatar as minhas impressões sobre este grande trabalho que assiti, não vou contar ou detalhar a historia mas sim comentar tudo que percebi deste trabalho. Eu ajudei várias vezes na entrega da sopa pra pessoas pobres na rua e acho que isso me ajudou muito a ver com outros olhos essa peça.
Quando entrei na peça logo de cara me deparei com 2 mendigos, um menino e outro mais velho pulando corda, o figurino estava perfeito e suas ações e seus olhares nos fazia até duvidar que eram atores, muitos pensaram que eram mendigos de verdade, gente de rua que encontraram e colocaram em cena.
Ali naquela peça via a história de um menino a procura do amigo Mancebo que pedia ajuda  ao companheiro mais velho mais vivido , pra encontra-lo. Já percebi logo de cara, que aquela peça não seria uma simples história sobre meninos, mendigos e poetas , era sim uma história que despertava emoções , interesse, era engraçado que não dava pra imaginar qual poderia ser o fim de uma história daquelas. Uma história de uma simplicidade que de tão simples poderia facilmente escapar as grandes mensagens passadas por ela, se eu não estivesse atento a emoções geradas e depois refletidas, eu teria perdido toda essa lição de vida. O que vi lá, se vê nas ruas, todos os dias ao nosso redor, mas poucos olham realmente pra estas pessoas que moram na rua. Estes 2 mendigos nos ensinam em sua historia a simplicidade que é ser feliz sem ter nada de material, não precisamos disso pra ser feliz, nos faz perguntar aonde foi que perdemos a simplicidade de ser feliz e por que os homens passaram a condicionar tanto a felicidade a posses. Vemos duas pessoas, que sem falar abertamente, que não vivem uma sem a outra, demonstrar isso em gestos. quantas pessoas que dizem gostar uma das outras o fazem sem nunca demonstrar, fazendo falsamente ?
Uma história linda, foi o interesse do menino em saber como era o zoológico e o mais velho contar com brilho nos olhos como foi sua visita lá, mas no final sempre falando que não ia levar ele lá , que era besteira. Aquilo é simplesmente o retrato do menino que cresce vira homem e começa a negar que se divertia com tão pouco e porque é adulto acha que tem que manter uma aparência de adulto e não pode ser mais criança. Uma besteira isso, quando voltamos a ser criança e encontramos a criança dentro de nós encontramos realmente o que todos nos somos, encontramos a receita da amor a nos mesmo, da felicidade e da pureza das intenções, encontramos realmente algo valioso.
E eles dividindo o pão seco, mesmo tendo tão pouco ele dividia o pão e a pinga, quantos de nos não jogam pão seco fora e não dão valor ao que tem e não dividem nada com o conhecido, quanto mais com o desconhecido.
E quando a criança finge que morre, uma cena realmente triste, por que era uma criança que havia morrido? Não, era porque naquele momento nos ja estávamos conquistados pela sua alegria de viver e já percebíamos o quanto ela significava para o seu amigo, chorávamos por ela e seu amigo. Quantas dessas pessoas não morrem todos os dias ai foram e ninguém chora por elas ou deixam solitário seu único companheiro ?
Ali naqueles minutos de peça já havíamos nos apaixonados pela história dos 2, mas há muitos iguais a eles nas ruas precisando que alguém olhe pra eles como olhamos pra esses 2, com simples gesto de atenção.
É uma peça que nos faz pensar muito na vida, ali estava uma receita de felicidade, simples como deve ser ! 
O mendigo falou que teve um sonho ( e como sonhos são reveladores ) em que havia um ratinho que andava na cabeça num labirinto e ia comendo os pensamentos ruins. No começo pensei que o ratinho era o ego dele comendo as coisas boas da vida e de repente percebi o ratinho era amigo dele e o ratinho era o coração  (amor) que vinha e destruía o seu ego e por ser rato no primeiro momento pensei em algo ruim. Todos temos nossos sentimentos e intuições e desejos da alma que é o nosso ratinho companheiro e temos os nossos medos , apegos que tornam a nossa vida um labirinto sem fim e quando mergulhamos em nossos medos e ilusões perdemos nosso ratinho, mas ele sempre está lá e consegue comer muitos dos nossos medos e quando seguimos eles, esquecemos dos nossos medos. O mendigo seguia o ratinho com uma cordinha !
E terminam a peça na procura do Mancebo, na verdade o Mancebo era um objetivo a ser alcançado e como todos nós precisamos sempre de um sonho ou um objetivo pra caminhar e seguir nosso destino, somos todos um poeta a sonhar e caminhar, onde está o poeta no titulo do espetáculo ? Estava lá mesmo interpretando e assistindo está no meio dos 2 onde se faz o teatro, está na vida, o poema mágico de Deus.
No outro final de Semana o Felipe falou quais eram os objetivos do grupo e que era a comemoração dos 10 anos do Forfe, mostrando os momentos de dificuldade e a procura deles por algo a encontrar, acho realmente que eles atingiram muito mais que isso, ensinaram para muitos que se pode ser feliz , mesmo tendo grandes dificuldades, eles simplesmente , souberam passar que Teatro é vida, é a arte de ser feliz, basta sentir !

SETIMA AULA DE HISTORIA DO TEATRO 17/09/2011

       Discutimos sobre a peça que vimos Gota d’agua, foi como sempre uma ótima discussão sobre como ver uma peça, olhar com olhos de ator, e se perguntar o que eu faria se estivesse lá, estar aberto pra receber o teatro, com o tempo o ator vai ficando pouco receptivo e já vai com certo preconceito achando que viu melhores e achando que dificilmente vai ver melhor, mas devemos ser abertos a novas peças.
Acho que cada vez mais, assistimos peças e observo que devemos sempre lembrar que teatro é diversão, de se fazer e se ver, conforme assistimos e aprendemos mais sobre o teatro, mais podemos enxergar o que tem por trás do que se fala, do que se interpreta. O nosso entendimento vai depender sempre do que sabemos a respeito daquilo, ou do que vivemos ou vivenciamos daquilo que vemos. Devemos sempre ver com olhos aberto aos sentimentos primeiramente, captar os sentimentos que emergem de nos, que são frutos da nossa vivência e depois olhar com o nosso olhar racional, aprendi que as vezes a verdadeira opiniao de uma peça só aparece dias depois que associamos tudo que sentimos e refletimos sobre o que foi visto. 
O olhar crítico está aparecendo espontaneamente, sem ter que me preocupar em assistir criticamente, está sendo naturalmente incorporado, conforme aprendo mais sobre teatro. 
Simplesmente viajo em me imaginar como faria determinadas cenas e como seria um desafio grande, fazer cenas difíceis.

SEXTA AULA DE HISTORIA DO TEATRO DO DIA 10/09/2011

Neste dia tivemos uma aula onde relembramos as características da tragédia.
Temos:
Protagonista que é o primeiro ator
Deutarogonista que é o segundo ator criado por Sóflocles e não mais que isso. Antes só havia uma ator falando com o público e agora os personagens conversam entre si e não mais que isso.
Antogonista é aquele que anda na contra mão do antagonista.
O destino pra os gregos é inexorável
Pro homem grego pensar é agir
Os Deuses são vingativos, eles conhecem os nossos pensamentos e os nossos sentimentos.
O homem grego ia para o Teatro pra se educar.
Sem mito não há tragédia
Rolland Bartes  Defende uma tragédia contemporânea e diz que a mitologia contemporânea não esta mais baseada nas idéias narrativas, todo mito é narrativo e o Bartes vai falar que a mitologia hoje é imagética , a nossa cultura é imagética, nos pensamos no mundo e o reconhecemos através da imagem, por exemplo Che Guevara.

A fotografia marca o realismo
O real é um recorte da realidade e não é a realidade.
O real é impossivel de se ver, o que conseguimos ver é a realidade.
O filosofo italiano dizia ao se deparar com o real ou você morre ou não consegue mais falar.
A televisão é um suporte para ver a realidade, porque o real já foi.

Uma boa interpretação realista é aquela que está além das aparências. 
Devemos olhar um texto, analisa-lo e olhar o que está além disso, por trás disso.
Porque se nós copiarmos a realidade tal como o texto nos mostra, nós estamos abrindo mão das nossas idéias a de um outro.
A função do Ator é interpretar.
A palavra interpretar quer dizer passou por mim e eu vou dizer

A função do Ator contemporâneo é construir imagens antimitologicas.
Uma aula que discutimos muito sobre imagem antimitologicas, e principalmente devido a nossa peça que fala de um mito e como vamos fazer a nossa peça. 
O que espero do público, que desperte em alguns que, cultuamos muitos mitos sem até conhece-los realmente e o quanto pode ser maléfico os fins justificarem os meios, quantos políticos são seguem isso e se dão bem, será correto seguir isso ? gostaria que as pessoas refletissem sobre isso ! Seremos guiados apenas pela razão sem sensibilidade nenhuma ou seria melhor termos as duas ? Gostaria de despertar essas dúvidas. O quanto as pessoas riem das desgraças alheias !


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

QUINTA AULA HISTORIA DO TEATRO DO DIA 03/09/2011

Palavras numa peça não apenas palavras, são sentimentos, ações, disfarçados em palavras, se dito apenas como palavras serão apenas um texto numa página e o Ator tem justamente essa magia de transformar palavras de um texto em ações e sentimentos. Uma palavra dita com um sentimento pode ser mais forte e ferir mais do que um soco por exemplo.



Nessa aula falamos sobre as tragédias gregas.
A tragédia grega parte dos mitos, os mitos nao sao lendas nao sao fantasias nao sao contos
mito é um fato que aconteceu ha muito tempo atras e é uma verdade (verdade de um povo e parte de um acontecimento que vai explicar a criação do mundo)
Nenhuma tragédia, independente do autor, o homem vai passar de um homem triste que se tornou alegre. A tragédia se baseia no acontecimento trágico.
A morte da Tragédia clássica não aparece em cena !
“Quem inventou a nossa genealogia, foi o próprio homem”
A cultural ocidental é fortemente influencia pela mitologia grega, por exemplo os nomes do nosso sistema solar
O sistema religioso grego era um sistema politeista
Eurípedes foi o primeiro dos 3 grandes autores trágicos, quando escreveu sobre Medéia , ele simplesmente escreveu um mito que já existia e já era conhecido a prova disto está nos artefatos arqueológicos vindos antes dele escrever. A presença física dos Deuses em sua obra é nula. 
Algumas de suas Tragédias
  1. Alceste (438 a.C.)
  1. Medéia (431 a.C.)
  1. Os Heráclidas (c. 430 a.C.)
  1. Hipólito (428 a.C.)
  2. Andrômaca (c. 425 a.C.)
  3. Hécuba (c. 424 a.C.)
  1. As Suplicantes (c. 423 a.C.)
  1. Electra (c. 420 a.C.)
  1. Héracles (c. 416 a.C.)
  1. As Troianas (415 a.C.,)
  1. Ifigênia em Táuris (c. 414 a.C.)
  1. Íon (c. 413 a.C.)
  2. Helena (412 a.C.)
  1. As Fenícias (c. 410 a.C.)
  1. Orestes (408 a.C.)
  1. As Bacantes e Ifigênia em Áulis (405 a.C.)





Ésquilo tem por característica principal, personagens que são calcadas num destino inexorável ou seja os Deuses influenciam categoricamente na vida de todos os mortais. Sempre tem um herói ou um homem que passado da  medida humana ( o metron) esse homem vai ter com os Deuses e vai ter um destino trágico necessariamente.  Os Deuses não obra dele aparecem e agem.
Apenas sete de suas tragédias sobreviveram intactas até os dias de hoje: Os Persas, Sete contra Tebas, As Suplicantes, a trilogia conhecida como A Oresteia, que consiste das três tragédias Agamenon, As Coéforas e As Eumênides, além de Prometeu Acorrentado, cuja autoria é questionada. Com a exceção desta última, cujo sucesso é incerto, sabe-se com segurança que todas estas venceram a primeira colocação na Dionísia da Cidade.
Sófocles talvez seja o maior e mais conhecido e reconhecido de todos porque ele deu conta de escrever Édipo o Rei , mundialmente conhecido e que influenciou nos estudo de Freud. N a obra dele os Deuses estão presentes , mas vai ser quase que uma transição pra autonomia do homem, ou seja  nao sao mais os Deus que vao influenciar no destino, aqui os personagens tem mais vida, eles nao interferem no seu destino mas eles já  não dependem só dos Deus. O homem tem um poder de querer muito maior do que se vê em Esquilo. 
Algumas de suas obras:


O coro no tragédia grega é formado por coreutas e tem a função tem ser uma ponte entre o público e os atores, é quase como se fosse um interlocutor. É aquele que traz a notícia, um personagem, uma testemunha, nos esclarece o que vai se passar em cena. 
Nesta aula comentamos também sobre Medéia e Gota d’agua (inspirada em Medéia).
No teatro grego as pessoas que ia assistir sabiam o que iam acontecer e iam por causa da interpretação, vimos isso até hoje, por exemplo a Paixao de Cristo neste espetáculo as pessoas já sabem o que vai acontecer e mesmo assim vão assistir.
 A palavra é imprescindível no teatro grego
Nessa aula interpretamos um trecho de Medéia, achei ótimo vimos como é um texto difícil e como são fortes as palavras do texto. 
Lembrei muito do que o Felipe me falou quando participei de Leonce e Lena, da importância de falar e sentir o texto. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

QUARTA AULA DE HISTORIA TEATRO 27/08/2011



   Hoje falamos sobre tragédia, a história começa com a vida normal e termina com um infortunio , está em estase até que ocorre a intrusao. O herói nunca é uma pessoa extremamente boa e nem extremamente ruim.O heroi precisa necessariamente ir contra um acontecimento, contra as regras estabelecidas, não é qualquer pessoa, ele tem que representar algo.
    Aristoteles foi um filosofo que  deixou um registro escrito cujo nome é A Poética, onde ele define o que é a tragédia, quais sao seus elementos etc.., inclusive é um texto que durou séculos e o próximo livro só veio aparecer no século 18. Dizem que ele escreveu 2 livros o outro livro foi queimado pela igreja e se referia a comédia.
   Para os gregos o destino está traçado não adianta intervir contra.
   As unidades clássicas da tragédia são:
  • tempo verosímil  (-verosimilhança- algo que é possível de acontecer um dia ) a duração do acontecimento tem que ser do nascer até o por do Sol.
  • ação algo acontece há uma evolução um clímax (3 ato) e depois vem o desenlace até a catástrofe ou a trágedia e ai fim, os acontecimentos são sucessivos.
  • unidade de lugar - é imprescindível que o lugar da ação, ocorra num único ponto, geralmente em frente ao palácio.
   Mito não é uma lenda, não é uma fábula, mito é uma verdade, é uma coisa que aconteceu num tempo longínquo, incapaz de acessar e apartir disso vem a história, vem a poesia disso, é carregado de sentido e é capaz de explicar a criação do homem.
   Catarse é um elemento da tragédia e ela necessariamente envolve todos é um dado coletivo um fenômeno que envolve todos. Nos dias de hoje por exemplo a comoção das pessoas no estádio de futebol.
   Mimese é representação.
   As pessoas ficavam 6 dias no Teatro assistiam até o por do Sol.
   Temos 3 grandes Autores Trágicos:
   Ésquilo, Sóflocles, Eurípedes

OBSERVAÇÃO PESSOAL

O Teatro desde o inicio já vinha pra despertar a consciência nas pessoas, desde o inicio já apresentava um papel importante na sociedade, tamanha é a sua força na sociedade  que a igreja provavelmente destruiu um grande livro, ainda bem que não destruiu o outro livro de Aristoteles.




TERCEIRA AULA 20/07/2011

O que é o um gênero?
O gênero é um nome, é uma classificação , ele enquadra certos agrupamentos
Os Gêneros partem da literatura , a teoria literária empresta pro nosso conhecimento teatral o nome para os nossos textos.
Na Teoria literária temos 3 grandes gêneros
Lírico
Épico
Dramático 
O Teatro como literatura são as coisas escritas, a gente precisa emprestar da literatura todo seu conhecimento para classificação do que é lido ou do que a arte enquanto escrita, depois o teatro enquanto fenômeno, a literatura não vai mais dar conta.
Drama quer dizer ação e nos artistas de teatro não podemos confundir Drama, com a palavra Drama como se usa nos filmes que é triste , nos filmes a palavra drama se refere a qualidade (terror , suspense, etc.) e não tipo. O Drama no sentido literal significa Teatro. Tudo que for escrito em relação a peças de teatro se refere ao gênero dramatico.
Dramático características - dialogo, personagem, rubrica é um gênero autônomo ele não precisa de intermediadores , existe um tempo definido, um espaço definido.
Lírico características - versos, poemas, rimas, subjetivo(é um campo que pode ser várias coisas oscila entre a multiplicidade de sentidos e o vazio) , eu lírico é essa entidade que anuncia, o sujeito que anuncia não esta claro, nunca é a autora, pode até ser mas não saberemos.
A canção faz parte do gênero lírico
Épico características - narrador, alguém que sabe da história.
Não existe gênero PURO todas são contaminados por outros gêneros.
Subclassificação do gênero dramático  
Tragédia - precisa de um herói
Comedia
Drama 
Foi lançada uma discussão ótima em aula no sentido do que é o herói, Jesus não é um herói, chocou muitos, mas sabendo o que é herói , ficou muito claro que não é.
Herói é uma entidade representativa que representa um grupo e precisa ir contra os valores da sociedade, ele luta contra a ordem estabelecida. Creonte é o rei representa o Estado, Antigona a liberdade individual.
Um cara atropelado pelo ônibus não é trágico é triste, não podemos confundir !
 DICA - Assistir filme Dogville com Nicole Kidman é o épico no drama.





FOTOS DE JASÃO E ANTÍGONA













SEGUNDA AULA DIA 13/08/2011


Nessa aula já iniciamos com a pergunta:
O que é Teatro ?   
Teatro é um fenômeno artístico ou seja o Teatro é uma arte.
Teatro é um espaço para fins teatrais.
Ou seja Teatro é um espaço
O que é preciso pra ter Teatro ?
3 coisas são fundamentais pra se ter Teatro : Ator, Espaço, Texto
O Público pode ter ou não , não é fundamental pra se ter Teatro, lógico que alguém pode estar assistindo , atores por exemplo. 
O professor falou das experiências de Grotoviski o teatro se valia pra quem fizesse, para quem dele participasse, se fazia peça para se aprender a fazer teatro.
O teatro nasce do culto aos Deuses , no principio eram os gestos e depois veio a fala.
O gesto é uma manifestação orgânica do ser humano primal é a primeira forma de comunicação.
No principio eles faziam referencia aos Deuses, através de dança e gestos.
O homem no início não entendia os fenômenos da natureza e precisava explica-los, tentar explicar aquilo que ele não conhecia e os Deuses nascem do interesse do homem e dessa necessidade de atração pra si , o homem primeiramente se interessa pelo que não conhece e depois se aproxima do que não conhece, cria mitos e Deuses (Deus chuva, do Sol)  
O Divino é algo que eu não vejo é algo que eu não toco, é algo sobrenatural que esta além do homem, como Shakespeare,  dizia Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia.
Nessa aula conhecemos a Historia de Dionizio, filho de Zeus e perseguido por Hera, onde após o nascimento dele ele se ficou sob os cuidados dos Satyros e das Menades, sempre a fugir de Hera ele fugia de seus perseguidores se transformando em Cabra, Bode, Touro, aqui Dionizio se esconde atrás de uma figura para revelar outra e quem faz isso tambem é o ator.
É Dionizio nos campos que um dia vai pegar uma fruta e esmagar e oferecer seu suco as Bacantes (tem se o vinho, O Deus do Vinho tb, além de ser o Deus do Teatro e Agricultura),  Esta festa das bacantes tomando o vinho de Dionizio são os Bacanais e Bacanal é o estado de êxtase após ingerir o vinho.
As pessoas cultuavam Dionizio cantando pra ele, era o canto ao Bode ( o animal que ele mais se transformava) daí nasce a palavra tragédia (tragus - bode / odes , edia - canto) , o canto ao bode.
Conhecemos a história do primeiro Ator que foi Téspis, que subiu na carroça e gritou durante a festa a Dionizio, Eu sou Dionizio !! e precisou usar uma mascara e se fazer ser alguém que não é. 
Dionizio é o arquétipo da Felicidade !!
Começo a perceber já nessa aula uma viagem rumo ha uma passado que é mais presente a cada dia.
Como algo que existe ha tantos anos, sobrevive e se mantém até hoje VIVO e nos inspirando cada vez mais. 






PRIMEIRA AULA DIA 06/08/2011

Iniciamos a primeira aula, onde foi falado sobre a História do Teatro, os homens primitivos iam a caça dos animais e voltavam pra sua tribo e nela ele cantava ou dizia como havia sido a caçada e dava ja a conotação de uma representação da do que foi a caça.
Há 500 anos antes de Cristo havia já festival em honra ao Deus Dionizio.
A Grécia foi o berço do Teatro, onde se inicia todos os registros do Teatro, lá ele nasce como instituição.
Missa é Teatro ?
Não ! 
Mas qual a diferença entre os 2, se na missa tem figurino, cenário, narrativa, espectador  ?
Na Missa Deus está presente, acredita-se que Deus está lá de verdade e no Teatro nós sabemos que estamos mentindo, quem vai assistir sabe que aquilo é uma mentira.
O teatro nasce da religião.
        Uma aula que me fez pensar, o quanto as nossas vidas são influenciadas pelo teatro, o quanto o teatro já está enraizado em nossas vidas uma vez que a religião, seja ela qual for é uma base da vida da grande maioria de todos desde pequeno, o teatro que nasce da religião, mas se formos muito mais além do que a propria religião, o teatro nasce da vida ! Ele é divino !! 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Olá a todos, inicio meu Blog pela primeira vez e começo ele, escrevendo sobre as Aula de Teoria do Teatro, no Teatro Escola Macunaima, no Ano de 2011.